AERLIS Março
No começo de um novo negócio, a falta de recursos para investimento pode facilmente tornar-se num transtorno para o seu progresso. 
Neste artigo, preparado pelo ComparaJá.pt expomos algumas alternativas de financiamento que existem no mercado para que possa alavancar o seu negócio.


Fundos estatais
O Portugal 2020 é um programa que provém de um acordo entre Portugal e a Comissão Europeia e é constituído por cinco Fundos Europeus Estruturais e de Investimento. A sua programação e implementação organiza-se em quatro domínios temáticos:
● Competitividade e Internacionalização;
● Inclusão Social e Emprego;
● Capital Humano;
● Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos.

Para concorrer, o empreendedor deve ter a situação fiscal singular e coletiva regularizada, submeter a candidatura no Balcão 2020 e aguardar pela decisão. O desempenho do negócio pesará no processo da aprovação, sendo que os investimentos terão de ser justificados e que, mais tarde, os resultados sejam apresentados.
 
Prestações de Desemprego- Montante Único
Se está desempregado e recebe o devido subsídio de desemprego, tem a possibilidade de recebê-lo de uma só vez, em vez de mensalmente, consoante a apresentação ao Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) de um projeto para a criação do seu próprio negócio.
Para criar o seu próprio emprego pode-se apresentar na figura de empresário em nome individual, enquanto profissional livre ou constituindo uma empresa onde possa trabalhar por conta própria. De acordo com a Segurança Social, há, ainda, a opção de dar “entrada como sócio para uma empresa já existente, desde que esta lhe garanta o emprego a tempo inteiro e prove ter a capacidade financeira para o fazer”.
 
Recorrer ao Microcrédito
Destinado a desempregados de longa duração que tenham uma ideia de negócio viável e sustentável mas que não conseguem ter acesso a crédito, existem, ainda, o programa SOU MAIS ou o Programa Nacional de Microcrédito do Programa de Apoio ao Empreendedorismo e à Criação do Próprio Emprego (PAECPE).
 
Procurar um Business Angel
Os Business Angels (BAs) são investidores privados que investem o seu próprio capital em projetos que acreditam ter viabilidade, entrando, em troca, como sócios ativos da empresa ou acionistas. Além do seu contributo monetário, pode contar com os conhecimentos de gestão e marketing, experiência e rede de contatos do BA, fulcrais para uma startup, que vive uma fase de alto risco. É uma questão, portanto, do empreendedor saber identificar aqueles BAs que acrescentarão maior valor ao seu negócio.
Os BAs terão em conta nas suas decisões de investimento não só o nível de risco e o montante necessário para dar seguimento ao projeto, como também, o perfil e experiência dos promotores e o estágio de desenvolvimento em que se encontra o projeto, por exemplo, pré-acordos comerciais com fornecedores e registos de patentes em curso ou concluídos.
 
Empresas de capital de risco
Há, ainda, a opção de apresentar o projeto a uma venture capital (empresa de capital de risco). Estas empresas apoiam negócios por meio da compra de uma participação acionária, geralmente minoritária, com objetivo de ter as ações valorizadas para depois saírem. Nestas sociedades encontrará um acompanhamento mais técnico, com ajudas na gestão e aconselhamento.
 
Fintechs que impulsionam o seu negócio
Existem também as fintech, empresas financeiras que através das novas tecnologias põem em contacto pequenas e médias empresas com investidores dispostos a conceder-lhes empréstimos. O primeiro caso é o da Raize, uma bolsa de investimento colaborativo para PME. Uma das formas de obter crédito na Raize é através do adiantamento de faturas, em que as PME podem antecipar o recebimento de faturas dos seus clientes, funcionando essas faturas como garantia do pagamento do crédito. A Edebex é outra fintech que permite às PME vender as suas faturas não liquidadas aos investidores que as queiram comprar. Ao conseguirem obter investimento de forma rápida, simples e acessível, estes negócios alcançarão maiores níveis de liquidez. Por fim, a Seedrs é uma plataforma de financiamento coletivo (equity crowdfunding) que permite aos investidores financiar, a partir de dez euros, startups inovadoras. Estas apenas precisam de desenvolver uma campanha, previamente aprovada pela Seedrs, de forma a cativar os potenciais investidores.

Assim, podemos verificar que uma empresa de pequena dimensão dispõe de várias alternativas para obter financiamento, consoante a sua situação particular e a fase de crescimento em que se encontra. Por exemplo, para montantes mais avultados de financiamento pode fazer sentido que as empresas coloquem o seu pedido de financiamento a uma instituição financeira, algumas que disponibilizam até linhas de crédito específicas para pequenos negócios.